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Infelizmente por motivos de força maior, superior e opressiva este blog estará em processo de hibernação por tempo indeterminado!

Obrigada e até a próxima chuva…

Talvez sejam as mulheres bonitas.

Talvez os caras narigudos de “mullets”.

Talvez as comidas, cores ou cheiros.

Talvez os detalhes.

Talvez a saudade imprintada.

Talvez tudo.

Talvez você.

Ou eu…

Era dos sorrisos que Clara gostava, sempre soube. Ainda que os dentes não lhe despertassem paixões… O modo como as bocas curvavam, as pequenas tortuosidades que diferenciam umas das outras. Pequenos traços para entender grandes coisas. Ela não sabia dizer se deveria ou não associar este gosto por sorrisos a seu hábito de preferir ficar calada…

Sempre resmungava, mas não dizia nada. Nada. Era tão normal que algumas vezes achava ter dito algo, mas nunca disse. Difícil para os amigos… Mais difícil ainda para ela. Pois acostumou se a não falar, empregara tanta rispidez consigo mesma neste processo, que não conseguia falar quando precisava… Nem para pedir socorro.

Quando alguém morre as pessoas precisam entender que: nada serve para ser dito nesta hora. Nada. Nenhuma palavra conforta. Saber de Deus que tudo arruma, do tempo que a todos cura, da vida que continua… Nada disso importa! Nada cala o vazio que abre dentro de nós!

Vazio que piora no dia a dia… Nas horas que você costumava passar com a pessoa que não está mais ali e não vai voltar. Quando você está sozinho e nenhuma das pessoas que estava ali falando baboseiras sobre pêsames presencia, ou vai passar por você. No quarto que agora está vazio.

O buraco só melhora ao virar saudade… A “saudade é a presença do ausente” (parafraseando a sábia amiga Zeni Alvim) e é ela que nos enche de lágrimas de alegria e orgulho, substituindo a dor da perda. Mas ela é muda. Muda como as pessoas deviam ser, as vezes…

Em homenagem a um grande amigo que se foi, por favor, um minuto de silêncio.

Ji* Só quero que saiba que lamento muito não estar aí presencialmente para te dar um abraço apertado. Mudo. E miseramente confortante…

Que te leve o despautério!

Esse amor insano e sincero.

Ao louro da vitória, nessa terra

em que glória é sinônimo de memória.

Que te leve pra bem longe!

Essa história de duas metades…

… porque o resto é escória.

Que te leve ao desespero!

A realidade da ausência,

essa disparidade…

Que te leve. Leve. Leve. Leve.

Reading about resources, life mobility and living eco spaces, the phrase “Put your life on a diet” jumped out in front his eyes. It was all about other things, he couldn’t look it all up cos his mind started to flow alone in his own existencial ways of living.

What in his life should be on diet? He would like to put his family, girlfriend, friends, hungry, bad luck, health, lies. The biggest question wasn’t what should be on, but what’s left?!

Put Your Life on a Diet: Lessons Learned Living in 140 Square Feet  * Gregory Paul Johnson

Amava cada vez mais, esquecia cada vez menos;

amava cada vez menos, lembrava cada vez mais.

Amava cada vez menos, esquecia cada vez menos;

amava cada vez mais, lembrava cada vez mais.

Amava cada vez mais, esquecia de lembrar;

amava cada vez menos, lembrava de esquecer.

Amava cada vez menos, esquecia de esquecer;

amava cada vez mais, lembrava de lembrar.

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