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Talvez sejam as mulheres bonitas.

Talvez os caras narigudos de “mullets”.

Talvez as comidas, cores ou cheiros.

Talvez os detalhes.

Talvez a saudade imprintada.

Talvez tudo.

Talvez você.

Ou eu…

Quando alguém morre as pessoas precisam entender que: nada serve para ser dito nesta hora. Nada. Nenhuma palavra conforta. Saber de Deus que tudo arruma, do tempo que a todos cura, da vida que continua… Nada disso importa! Nada cala o vazio que abre dentro de nós!

Vazio que piora no dia a dia… Nas horas que você costumava passar com a pessoa que não está mais ali e não vai voltar. Quando você está sozinho e nenhuma das pessoas que estava ali falando baboseiras sobre pêsames presencia, ou vai passar por você. No quarto que agora está vazio.

O buraco só melhora ao virar saudade… A “saudade é a presença do ausente” (parafraseando a sábia amiga Zeni Alvim) e é ela que nos enche de lágrimas de alegria e orgulho, substituindo a dor da perda. Mas ela é muda. Muda como as pessoas deviam ser, as vezes…

Em homenagem a um grande amigo que se foi, por favor, um minuto de silêncio.

Ji* Só quero que saiba que lamento muito não estar aí presencialmente para te dar um abraço apertado. Mudo. E miseramente confortante…

Dois irmãos caçulas que mudaram de casa em busca de sonhos. Com um diploma embaixo do braço, sorrisos na cara, frio na barriga, muita disposição e uma saudade prévia. Chegaram em cidades cujo peso histórico lhes caiu sobre os ombros. Descobriram, enfim, como era sair do ovo e ver o céu pela primeira vez. Arregalaram os olhos pasmos. Queriam estar abertos a apreender tudo que fosse possível.

Enquanto engatinhavam depararam se com momentos de dificuldade… Vários degraus desoladores. Numa conversa sobre o quanto o sol podia ofuscar os olhos, ele lhe propôs um acordo: – Toda vez que eu estiver triste, aqui, vou pensar em você e quando estiveres triste pensa em mim. Sempre alguma coisa que nos faça rir. Ponha na face aquele lindo sorriso que acompanha uma olhadinha pra cima…

Assim, nos dias em que o coração apertava doloridamente e o próximo voo parecia a melhor opção, lembravam das pessoas que esperavam seu sucesso, mais do que isso, lembravam do par de olhos brilhantes que n’outra metrópole esboçava um sorriso… No exercício de resgatar os pequenos frames que fazem a vida valer tanto e que estão guardados no passado dos guerreiros esforçados e para o futuro dos que perseveram.

Notaram que as cidades cinzas não parecem agradáveis, mas as cores de dentro dos lugares mostram se compensatórias. Aprenderam a falar, vestir se, mimetizar se. Aos poucos (ou seria aos muitos?) crescem… Já trabalham, tem amigos, bares preferidos e novos planos.

nOta da redaçãO:

Guardem os canecos! Triste, mas para ele nada a dizer além de: Parabéns! Te amo. (Desligar o telefone, sentir  coração esmagaaaaaado e dormir com os olhos cheios de lágrimas!) Não tem cerveja, porque sem ele não tem graça! Não tem felicidades e blasblasblas. Não tem nada! Só distância! E neste aniversário, não dá para beber sem o aniversariante e não chorar! Quem estiver com ele levante um caneco por mim! E parabéns, irmão! Te amo!

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Conversa de zuzA:

- Ele me pediu para ligar no sábado. Quase cai de bunda! Oras, nunca foi de fazer isso.

- E aí, ligou?

- Sim. Quando cheguei de viagem. E ele teve a pachorra de perguntar que Amanda era e se era importante o que eu tinha para falar com ele.

- Que idiota!

- É… Mas… É dos idotas que elas gostam mais…

o.O

nOta da redaçãO:

Hoje lindos olhos verde molhados fazem bodas! Tomariam eles uma pint na Irlanda? Ou estariam con sus pézitos em outras quinas da Europa? Bebo do frasco oficial, uma irlandesa forte, em sua homenagem. Que verdes sejam seus caminhos iluminados! Com amor e saudades. Parabéns G. Bar. (amigo, irmão, blogueiro, jornalista e jornaleiro)       *clap your hands*

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Conversas de zuzA:

- E você nem deu uma sapatada nele?

- Ele não era uma barata! =P

- Não, besta. Era um rato!

*suspiros*

Memórias que não vão. Lembranças que não vem.

Como é difícil o esquecimento de outrém. Alguém.

Mil passos se dão, infindas horas se vão. Em vão.

Lembranças que não vem. Memórias que não vão.

Sentindo se em casa, cercada por parte da família e dos amigos. Subiu no salto. Se coloriu.

Pôs os babados para balançar… Sorriu. Bebeu. Dançou. Foi feliz. Mas sentiu saudades.

Saudade é sempre assim, sentimento infindo… Rotativo. Enquanto mata umas sente outras…

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