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Tocar era um tabu, mesmo na sociedade das manufaturas… O distanciamento entre as mãos e o resto ficou visível quando a arte tomou novos rumos e a partir do momento em que a participação foi aberta, as pessoas se dividiram.

Os games, outrora porta vozes do mal, criaram uma geração de raciocinadores participativos. Hoje tudo é touch! E todos querem tocar. Cobram a participação, a colaboração, a manipulação, mesmo que de minimalidades.

Porém nossa estética de interação resume se a diplays de botões, desde a automação dos processos industriais. Do trabalho à diversão estamos todos fadados a plays, pauses e stops.

- Óbvio que a camisinha X não tem… – Ele dizia ao fundo. – Por que a de 50 mm são mais… Foi isso ele disse e para ela era uma conversa de grego. Como naquela prateleira com mil camisinhas não tinha a X?

Sim, parecia absurdo, mas ela sabia que não era, porque acontecia a mesma coisa com absorventes. São prateleiras abarrotadas deles e nunca tem o que estamos procurando.

Logo, na mesa do bar, a discussão: Meninas estão para camisinhas, como meninos estão para absorventes. Ambas conversas são de grego para os sexos inversos.

Claro, que em algum canto do mundo existe algum menino que entenda de Obs, ou uma menina que entenda de milimetragem da camisinha.

Contudo, até os supermercados colaboram quando colocam absorventes de um lado e camisinhas do outro na mesma ala. (Vizualizaram a cena épica do casal separando se do carrinho ela escolhendo pr’um lado e ele pr’outro…)

Conversas de bar em corredores de supermercado… Acabam em muitas taças de Norteña vazias e garrafas empilhadas com direito a severas discussões sobre meninas e meninos.

Era o nariz. Que desde pequeno lhe pesava na cara. Que custou as vergonhas da infância, trouxe verdades na adolescência, gerou medos na sua migração, mas agora, na vida quase adulta, refletia ela.

Ele jamais entenderia, sequer poderia admirá-lo, contudo era capaz de exprimir uma ínfima gratidão sobre essa parte de si que sempre o indignara. Porque ela, ah! Ela. E ela gostava era do nariz.

Nariz adunco, grande, pontudo e pendurado. Sempre chamou mais atenção do que o sorriso mesmo.

O sorriso dela na cozinha, enquanto a outra limpava máquina de lavar e ela cozinhava tortas de limão, era estonteante. Sempre souberam que juntas a vida lhes rendia notáveis melhoras. A rotina massante era leve mesmo nos desacordos, o trabalho árduo era prazeroso mesmo no inverno mais hostil. A criatividade fervia delas embaçando os vidros das ruas. Discussões e divagações tinham teor que para muitos seria alcóolico.

Essa fluência só existia porque jogaram os limites no fundo do poço, as idéias e amarguras iam à mesa com café e torradas que dali só sairiam depois de esmiuçadas incansavelmente. Aprenderam que a vida num relacionamento não era um mar de rosas e desde que se conheceram apostaram, juntas, em construir essa amizade sem tijolos quebrados remendados com cal. O que não prestava ia ao chão, com lágrimas, desculpas, desgostos.

Reading about resources, life mobility and living eco spaces, the phrase “Put your life on a diet” jumped out in front his eyes. It was all about other things, he couldn’t look it all up cos his mind started to flow alone in his own existencial ways of living.

What in his life should be on diet? He would like to put his family, girlfriend, friends, hungry, bad luck, health, lies. The biggest question wasn’t what should be on, but what’s left?!

Put Your Life on a Diet: Lessons Learned Living in 140 Square Feet  * Gregory Paul Johnson

Caso 1:

Mãe?! Mãe?! Pede pro mundo girar ao contrário! Faz minha cabecinha parar de pensar? Mãe?! Mãe? Por que a senhora me deu tantas idéias? Desde quando minhas costas estão doendo? Mãe?! Mãe? Sempre demora tanto? Mãe?! Mãe? Faz um cafezinho daqueles? Me olha como o cientista que olha pro elo perdido… Mãe?! Mãe? Por que tá doendo mais? Um dia eu vou ter paz? Mãe?! Mãe? Volta pra casa? Dá colo prá mim? Mãe?! Mãe?

O paciente M.M. tem síndrome de peter pan, não quer ser responsável por sua própria residência, trabalha mas não é responsável por nenhuma de suas contas, toma leite com achocolatado todo dia, é viciado em filmes de ação e não aceita usar roupas dignas da sua idade. Um caso explícito de peter pan, mas muitos casos passam despercebidos… Com sintomas disfarçados. E você? Conseguiu mesmo crescer?

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