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Que te leve o despautério!
Esse amor insano e sincero.
Ao louro da vitória, nessa terra
em que glória é sinônimo de memória.
Que te leve pra bem longe!
Essa história de duas metades…
… porque o resto é escória.
Que te leve ao desespero!
A realidade da ausência,
essa disparidade…
Que te leve. Leve. Leve. Leve.
One eleph woke up at night.
Looked at the skies and saw just dark.
Tought about the stars and their warm lights.
When realized that the grass was cold as hell.
Decided to dream about a hot heaven…
Dias atrás, li um estudo sobre o perfil dos twitteiros que era no mínimo risível e não me venham com “você não pode falar que blá blá blá”… Desculpem me os bons, “estudiosos” ou pseudo celebs, mas eu prefiro seguir mil pessoas e ter dez me seguindo do que vice versa.
Seguir mil pessoas significa querer saber o que amigos, celebs e empresas estão falando, comprando ou vendendo. E interessa muito mais do que mil fakes, pornex, desconhecidos esdrúxulos me seguindo. O fato que é que bons seguidores são aqueles que merecem que você os siga.
Logo, levanto a mão: Unfollow é bom demais! Seguido de seguidores de menos. Sigo empresa e celebs sim. Só gosto que me sigam pessoas que eu esteja afim de seguir. Apago tweets que considero useless. Rt se vale a pena, sem me preocupar com a quantidade. Reply sem achar que é coisa de looser…
Resumindo, adoro o twitter, mas me irrita profundamente essa classificação numérica… Não dá pra dizer que sou assim ou assado baseado em número de followers, rts, e twittadas. Me so sorry but no donut for you!
Azar. Você sai de casa, tropeça, alguém te xinga, a fila do banco tá enorme, a atendente fala que seu caso não será solucionado, na saida um cara fica de olho gordo na sua bolsa, tá um sol de matar, a grana não dá pra água… Quando o dia acaba parece que foram cem anos.
Sorte. Você sai de casa, tropeça e sorri, alguém te elogia, a fila do banco tá enorme e rápida, uma amiga faz companhia e põe a conversa em dia, na saída um cara devolve a moeda que caiu, tá um dia agradável, o café tem um preço honesto… Quando o dia acaba parece que foram cinco minutos.
E cinco minutos fazem os cem anos valerem a pena.
Quando uma velhinha se apóia em você no sinal pedindo ajuda, obviamente pega justo no braço que segura sua bolsa, exatamento no dia em que você leva o computador para o trabalho, ou carrega seu pagamento, e por fim te puxa junto a ela com uma força extraordinária.
Você, peixe da cidade grande, acostumado com notícias de jornal, num mundo onde grávidas traficam drogas, idosos roubam carros e crianças armadas defendem território, precisa pensar se é um assalto ou se cabe ser bom samaritano. E em cinco minutos precisa parar pra pensar em algo maior do que tudo isso…
Ter que julgar as pessoas em prol da própria sobrevivência no cotidiano carnívoro não é um hábito novo, ou “do capitalismo assassino”, na verdade é um dos poucos atos instintivos que nos resta. O faro que nos avisa se estamos em algum possível perigo. E você ainda sabe usar a sua sensibilidade para isso? Sabe dizer o limite desse julgamento? Explicaria a diferença entre sexto sentido e preconceito desenfreado?
A senhora de oitenta anos com a muleta atravessou a rua porque alguns ancestrais acreditavam no respeito, na chance ao próximo, no instinto aguçado e educado, no desconhecimento dos preconceitos, no enfrentamento dos medos, na esperança; e ensinaram aos seus pequenos isso, coisas que nem as cidades, ou a loucura diária que assola o mundo podem tirar do cerne de um cidadão.
Dois irmãos caçulas que mudaram de casa em busca de sonhos. Com um diploma embaixo do braço, sorrisos na cara, frio na barriga, muita disposição e uma saudade prévia. Chegaram em cidades cujo peso histórico lhes caiu sobre os ombros. Descobriram, enfim, como era sair do ovo e ver o céu pela primeira vez. Arregalaram os olhos pasmos. Queriam estar abertos a apreender tudo que fosse possível.
Enquanto engatinhavam depararam se com momentos de dificuldade… Vários degraus desoladores. Numa conversa sobre o quanto o sol podia ofuscar os olhos, ele lhe propôs um acordo: – Toda vez que eu estiver triste, aqui, vou pensar em você e quando estiveres triste pensa em mim. Sempre alguma coisa que nos faça rir. Ponha na face aquele lindo sorriso que acompanha uma olhadinha pra cima…
Assim, nos dias em que o coração apertava doloridamente e o próximo voo parecia a melhor opção, lembravam das pessoas que esperavam seu sucesso, mais do que isso, lembravam do par de olhos brilhantes que n’outra metrópole esboçava um sorriso… No exercício de resgatar os pequenos frames que fazem a vida valer tanto e que estão guardados no passado dos guerreiros esforçados e para o futuro dos que perseveram.
Notaram que as cidades cinzas não parecem agradáveis, mas as cores de dentro dos lugares mostram se compensatórias. Aprenderam a falar, vestir se, mimetizar se. Aos poucos (ou seria aos muitos?) crescem… Já trabalham, tem amigos, bares preferidos e novos planos.
Reading about resources, life mobility and living eco spaces, the phrase “Put your life on a diet” jumped out in front his eyes. It was all about other things, he couldn’t look it all up cos his mind started to flow alone in his own existencial ways of living.
What in his life should be on diet? He would like to put his family, girlfriend, friends, hungry, bad luck, health, lies. The biggest question wasn’t what should be on, but what’s left?!

