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A ditadura é presente em cada ação desta democracia, as pessoas são marcadas e carregam em si um peso histórico (que em muitos outros lugares foi esquecido). As conexões sociais são como um Orkut+Twitter+Youtube ao vivo, até porque a internet é bacana, mas não importa…

As meninas são lindas, têm cabelos impecáveis e não usam tantos saltos, na verdade, nas ruas, se vê uma quantidade incrível de tênis. O guia afirma que as campanhas contra as modelos magérrimas nos anos 90 surtiram bom efeito (só porque elas são naturalmente magras por toda Argentina… ) Enfim, não são übermodels e são presidentes, pode não ser exatamente um motivo de orgulho nacional, mas dá uma invejinha internacional…

Não é notável uma preocupação exacerbada com meio ambiente, sustentabilidade e comidas orgânicas. Não é visível o grau de engajamento/ preocupação. O normal é jogar o papel na privada, deixar o gás ligado 24h e não catar o coco do cachorro. Contudo, no supermercado os sabonetes em letras miúdas todos são 90% biodegradáveis, entre outras coisas… Sempre implícitas.

(notas de viagem sobre a sociedade argentina)

De cima a região de Buenos Aires parece uma bandeira. E a Argentina, da estimada Mafalda, assim, sob os pés, já se posta organizada e romântica. Na estrada que separa Ezeiza de La Plata nota se a continuidade dos tijolos e janelas, coisas que não saem do seu determinado lugar…

Eles falam rápido, duros e afáveis. Sim, contraditórios! O importante é entender que querem que os entenda (Rá!) e que tudo no mundo se resolve se existir “dulce de leche” e o resto a gente conversa.

Um poquito más adelante ousaria dizer que é uma Europa pós guerra, onde o novo vem em camadas e não se sobressai aos tijolos. O que torna toda paisagem muito bucólica.

Os jovens de 20 pra cima, são como os velhos… Politizados e trabalhadores. Talvez porque o sistema não lhes deu brecha. São de todo modo racionados, a abundância não é necessária. Como diria Mogli: “Necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais”.

Todo mundo reclama do trânsito. Generalizar sobre essa temática pode parecer bruto e incorreto, como se ensina na escola de jornalismo, mas quem tem provas de alguém que não reclama? Então, todo mundo reclama do trânsito. O pedestre, o carona, o motorista A, B ou C, o ciclista, o morador de rua e se os cachorros falassem, eles também.

Reclamar é e sempre foi fácil, resolver são outros quinhentos… São raros os pedestres que atravessam na faixa. E por que? Por uns segundos e passos a mais? São poucos os motoristas que fazem uso correto das setas. São motoqueiros que não respeitam pedestres. São caminhoneiros que trafegam em lugares proibidos.

Ou seja, todos reclamam, contudo nenhum modifica seus próprios desrespeitos às regras. Quando uma pessoa atravessa a rua num local proibido e não sinalizado passando pela frente de um ônibus para chegar ao ponto, ela acha que ganha tempo porque está com muita pressa.

Não parou um segundo pra pensar que pôs a própria vida em risco, que poderia estragar a vida de um trabalhador  honesto (o senhor motorista que poderia inclusive morrer do coração), além de atrapalhar a vida de outras 45 pessoas e ocupar bombeiros, médicos e policiais que poderiam atender casos mais relevantes…

São minimalidades que transformam a rotina num inferno. Que estragam a fluência de uma coisa importante como é o trânsito, uma coisa da qual todos dependemos. Então, diga… Vale a pena?

Parece uma coisa boba falar dos ursos polares dentro da vasta gama de assuntos que a mudança climática possibilita. Contudo, há dez anos atrás eles foram o mote de movimentos ambientais porque estavam virando hermafroditas e atualmente, continuam em voga, porque estão encolhendo…

Os ursos polares apresentam sinais de estresse, adultos menores, menos filhotes e uma queda vertignosa em suas populações. Entre todos estes problemas, eles precisam enfrentar o derretimento das calotas polares por causa do aquecimento global, que tem destruido seu habitat .

No encontro mais recente da IUCN cientistas reportaram que das 19 sub espécies de ursos polares, oito estão em declínio, o dobro desde o encontro de 2005. Isto significa que eles estão na lista de espécies ameaçadas, pois vão sumir em menos de 40 anos. E por que exatamente você deveria se importar com isso?

Simplesmente porque, do lixo tóxico ao aquecimento global, se eles correm risco de extinção, você também!

Três passos básicos para colaborar com a redução do aquecimento global:
1.Reduza e recicle seu lixo.
2.Não desperdice energia.
3.Deixe seu carro na garagem quando puder usar os transportes públicos.

Dias atrás, li um estudo sobre o perfil dos twitteiros que era no mínimo risível e não me venham com “você não pode falar que blá blá blá”… Desculpem me os bons, “estudiosos” ou pseudo celebs, mas eu prefiro seguir mil pessoas e ter dez me seguindo do que vice versa.

Seguir mil pessoas significa querer saber o que amigos, celebs e empresas estão falando, comprando ou vendendo. E interessa muito mais do que mil fakes, pornex, desconhecidos esdrúxulos me seguindo. O fato que é que bons seguidores são aqueles que merecem que você os siga.

Logo, levanto a mão: Unfollow é bom demais! Seguido de seguidores de menos. Sigo empresa e celebs sim. Só gosto que me sigam pessoas que eu esteja afim de seguir. Apago tweets que considero useless. Rt se vale a pena, sem me preocupar com a quantidade. Reply sem achar que é coisa de looser…

Resumindo, adoro o twitter, mas me irrita profundamente essa classificação numérica… Não dá pra dizer que sou assim ou assado baseado em número de followers, rts, e twittadas. Me so sorry but no donut for you!

Segundo uma opinião no sinal vermelho “o movimento Fora Sarney virou um evento social de fim de semana, algo como ir ao cinema… Você liga para um amigo e convida: -Vamos ao Fora Sarney no sábado?”* O fato é que, no Brasil, há muito a indignação política não é o que tira as pessoas de casa.

Na avenida o trânsito pára e a imprensa se aglomera por qualquer coisa: sindicalistas, de causas legais ou não, flashmobs, comemorações esportivas ou retaliações desorganizadas. Tudo para “focar” o olhar dos acomodados em prol de algo que está fora do lugar. E para isso, nada melhor do que bagunçar a rotina causando prejuízos enormes.

É muito triste pensar que infelizmente pelo menos 50% das pessoas que está ali não tem um motivo plausível. Um Fora Sarney, por exemplo, tem quatro pessoas revoltadas com a situação da roubalheira política interminável no Brasil, outras quatro ufanistas de que uma frase de efeito que disseram na televisão tirou o sono de um figurão, cinquenta pessoas da imprensa, trinta curiosos interessados e noventa pessoas que não saberiam explicar o que foi que o Sarney fez de errado, ou qual seu cargo político, ou a quantos anos ele está lá…

Sem otimismos, nem pessismismos, mas quando Rojo cita Roncagliolo**: “Antes queríamos mudar o mundo; agora, nos conformamos com que não exploda” não poderia traduzir de melhor forma o marasmo intelectual dos nossos dias. Sim, é preciso sair da cadeira, sem esquecer que somos o que dividimos…

A melhor maneira de mostrar que as coisas não estão bem pode até ser desfilar na avenida, esculhambar o trânsito, incomodar quem não saiu de casa, fazer barulho e talvez, levar os amigos… Entretanto é preciso saber o significado das bandeiras que são levantadas e a extensão das coisas que estão sendo pedidas, porque todo pedido pode virar realidade.

*colaboração @billieblade **colaboração @malulenzi

Quando uma velhinha se apóia em você no sinal pedindo ajuda, obviamente pega justo no braço que segura sua bolsa, exatamento no dia em que você leva o computador para o trabalho, ou carrega seu pagamento, e por fim te puxa junto a ela com uma força extraordinária.

Você, peixe da cidade grande, acostumado com notícias de jornal, num mundo onde grávidas traficam drogas, idosos roubam carros e crianças armadas defendem território,  precisa pensar se é um assalto ou se cabe ser bom samaritano. E em cinco minutos precisa parar pra pensar em algo maior do que tudo isso…

Ter que julgar as pessoas em prol da própria sobrevivência no cotidiano carnívoro não é um hábito novo, ou “do capitalismo assassino”, na verdade é um dos poucos atos instintivos que nos resta. O faro que nos avisa se estamos em algum possível perigo. E você ainda sabe usar a sua sensibilidade para isso? Sabe dizer o limite desse julgamento?  Explicaria a diferença entre sexto sentido e preconceito desenfreado?

A senhora de oitenta anos com a muleta atravessou a rua porque alguns ancestrais acreditavam no respeito, na chance ao próximo, no instinto aguçado e educado, no desconhecimento dos preconceitos, no enfrentamento dos medos, na esperança; e ensinaram aos seus pequenos isso, coisas que nem as cidades, ou a loucura diária que assola o mundo podem tirar do cerne de um cidadão.

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