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Dias atrás, li um estudo sobre o perfil dos twitteiros que era no mínimo risível e não me venham com “você não pode falar que blá blá blá”… Desculpem me os bons, “estudiosos” ou pseudo celebs, mas eu prefiro seguir mil pessoas e ter dez me seguindo do que vice versa.

Seguir mil pessoas significa querer saber o que amigos, celebs e empresas estão falando, comprando ou vendendo. E interessa muito mais do que mil fakes, pornex, desconhecidos esdrúxulos me seguindo. O fato que é que bons seguidores são aqueles que merecem que você os siga.

Logo, levanto a mão: Unfollow é bom demais! Seguido de seguidores de menos. Sigo empresa e celebs sim. Só gosto que me sigam pessoas que eu esteja afim de seguir. Apago tweets que considero useless. Rt se vale a pena, sem me preocupar com a quantidade. Reply sem achar que é coisa de looser…

Resumindo, adoro o twitter, mas me irrita profundamente essa classificação numérica… Não dá pra dizer que sou assim ou assado baseado em número de followers, rts, e twittadas. Me so sorry but no donut for you!

Segundo uma opinião no sinal vermelho “o movimento Fora Sarney virou um evento social de fim de semana, algo como ir ao cinema… Você liga para um amigo e convida: -Vamos ao Fora Sarney no sábado?”* O fato é que, no Brasil, há muito a indignação política não é o que tira as pessoas de casa.

Na avenida o trânsito pára e a imprensa se aglomera por qualquer coisa: sindicalistas, de causas legais ou não, flashmobs, comemorações esportivas ou retaliações desorganizadas. Tudo para “focar” o olhar dos acomodados em prol de algo que está fora do lugar. E para isso, nada melhor do que bagunçar a rotina causando prejuízos enormes.

É muito triste pensar que infelizmente pelo menos 50% das pessoas que está ali não tem um motivo plausível. Um Fora Sarney, por exemplo, tem quatro pessoas revoltadas com a situação da roubalheira política interminável no Brasil, outras quatro ufanistas de que uma frase de efeito que disseram na televisão tirou o sono de um figurão, cinquenta pessoas da imprensa, trinta curiosos interessados e noventa pessoas que não saberiam explicar o que foi que o Sarney fez de errado, ou qual seu cargo político, ou a quantos anos ele está lá…

Sem otimismos, nem pessismismos, mas quando Rojo cita Roncagliolo**: “Antes queríamos mudar o mundo; agora, nos conformamos com que não exploda” não poderia traduzir de melhor forma o marasmo intelectual dos nossos dias. Sim, é preciso sair da cadeira, sem esquecer que somos o que dividimos…

A melhor maneira de mostrar que as coisas não estão bem pode até ser desfilar na avenida, esculhambar o trânsito, incomodar quem não saiu de casa, fazer barulho e talvez, levar os amigos… Entretanto é preciso saber o significado das bandeiras que são levantadas e a extensão das coisas que estão sendo pedidas, porque todo pedido pode virar realidade.

*colaboração @billieblade **colaboração @malulenzi

Paulo Henrique Amorim, jornalista tupiniquim renomado, persona non grata para alguns por “espinafrar” o que é necessário sem botar panos quentes, ou deixar nomes por baixo dos panos. Chega dizendo que não acha seu portal colaborativo, o Conversa Afiada, radical… Não para ele que teve uma formação americanófila (tecnologia/linguagem/missão). Que quer ser como o Arianna Huffington!

Deixa claro que comunicadores não podem ter limitações tecnológicas, que sempre buscou estar na cabeça das novas tecnologias de jornalismo e diz: “Não posso estar no lugar errado e na tecnologia errada”. Acena favoravelmente ao fim do diploma, que chama de camisa de força. E diz que os jornalistas precisam estudar outros assuntos geografia, matemática, coisas de embasamento…

O importante mesmo é o sagrado direito de ter opinião. Com o Conversa Afiada pretende ser um instrumento de vozes, um tipo de Capitão Planeta da comunicação, o que na verdade valida o grande mote da internet, a comunicação cada vez mais horizontal. É um senhor expressionista, afável, engraçado, mordaz, perspicaz, tecnocrata, simpaticíssimo e jornalista, acima de tudo. Que como todos espera um modelo comercial que sustente efetivamente a internet! O novo ovo do velho Colombo.

Por fim, queria perguntar: Onde fica sua porta para eu bater? Me leva pro seu blog. Voluntariado mesmo! =) Depois disso ainda falou à plebe o magnífico, e eterno Avant Gard, Michel Lent. Que entre Kpis, diferenciação de inovação e internet, e afins atestou o que falta toda esta trupe febril parar para entender: “O futuro vai chegar mas ele ainda não chegou”. Obrigada mestres!

(Aula 5 – Ações inovadoras em comunicação digital/ESPM)

Alguém se lembra de quando os jornalistas não existiam? As notícias nasceram no boca a boca, jeito mais velho de informar/vender, e primeiramente eram dadas por lacaios, desde este tempo era preciso saber em quais confiar. Por que hoje, seria um diploma a garantia disso?

As famosas lavadeiras (especialistas em fofocas) elevaram ao apce a troca de informações informal que movia o mundo antes dos jornais. Até que um dia a imprensa foi inventada, e como não existiam jornalistas escrevia quem gostava e tinha informação, ou opinião.

Médicos, delegados, políticos, poetas, vários profissionais de outros setores já existentes foram o cerne da imprensa! Que depois de grande e consolidada veio a diplomar se e brigar com pps, e rps, e fdps, também canudados, por quem faria o que no mercado! Divisão que na prática nunca funcionou e todo mundo sabe.

Por que, então, seria o seu diploma tão importante? Se sabemos que não só jornalistas, mas publicitários e relações públicas passam pelas mesmas coisas, tem um milhão de pessoas produzindo a mesma coisa que os profissionais sem nunca ter estudado para isso e ocupando o mercado de trabalho.

O que realmente importa é  o compromisso com sua produção, qualidade, ética… Um diploma as vezes faz a diferença, se caberá ao público julgar o que consome bom para quem é jornalista e não jornaleiro, embuste! Bring it on!

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