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São pequenos gestos furtivos, alguns meio desacorçoados…
São mimos invisíveis a olhares alheios. São palavras agradáveis mesmo quando duras. São os olhares de descrédito carinhoso. São passeios eternizados em conversas sem a menor pretensão. São sorrisos mordidos no canto da boca. São olhos estupefatos.
São silêncios confortáveis de entendimento mútuo. São carícias meigas e mal intencionadas. São suspiros longos e pesarosos. São risadas descontroladas. São caretas convidativas. São passagens cedidas e mãos estendidas. São calores e arrepios percorrendo o corpo.
São gracinhas educadas. São as mãos mandonas segurando o rosto pelo queixo como quem segura o perigo com delicadeza. São palavras subentendidas que chegam ao seu destino sem esforço.
São pequenos gestos furtivos…
… que encontram um abraço lisonjeiro de supetão e ganham significados eternos.
Quando alguém morre as pessoas precisam entender que: nada serve para ser dito nesta hora. Nada. Nenhuma palavra conforta. Saber de Deus que tudo arruma, do tempo que a todos cura, da vida que continua… Nada disso importa! Nada cala o vazio que abre dentro de nós!
Vazio que piora no dia a dia… Nas horas que você costumava passar com a pessoa que não está mais ali e não vai voltar. Quando você está sozinho e nenhuma das pessoas que estava ali falando baboseiras sobre pêsames presencia, ou vai passar por você. No quarto que agora está vazio.
O buraco só melhora ao virar saudade… A “saudade é a presença do ausente” (parafraseando a sábia amiga Zeni Alvim) e é ela que nos enche de lágrimas de alegria e orgulho, substituindo a dor da perda. Mas ela é muda. Muda como as pessoas deviam ser, as vezes…
Em homenagem a um grande amigo que se foi, por favor, um minuto de silêncio.
Ji* Só quero que saiba que lamento muito não estar aí presencialmente para te dar um abraço apertado. Mudo. E miseramente confortante…
O sorriso dela na cozinha, enquanto a outra limpava máquina de lavar e ela cozinhava tortas de limão, era estonteante. Sempre souberam que juntas a vida lhes rendia notáveis melhoras. A rotina massante era leve mesmo nos desacordos, o trabalho árduo era prazeroso mesmo no inverno mais hostil. A criatividade fervia delas embaçando os vidros das ruas. Discussões e divagações tinham teor que para muitos seria alcóolico.
Essa fluência só existia porque jogaram os limites no fundo do poço, as idéias e amarguras iam à mesa com café e torradas que dali só sairiam depois de esmiuçadas incansavelmente. Aprenderam que a vida num relacionamento não era um mar de rosas e desde que se conheceram apostaram, juntas, em construir essa amizade sem tijolos quebrados remendados com cal. O que não prestava ia ao chão, com lágrimas, desculpas, desgostos.
O que dizer de você?
(Começando o depoimento por um clichê.)
Que és a mais amável das criaturas?
Ainda que escondido numa carapaça de chatice…
Que és a mais encantadora das criaturas?
Mesmo que se vista de uma antipatia tremenda…
Que és uma criatura romântica?
Embora faça tipo de malandro cafajeste…
Poderia dizer facilmente.
Até estender os versos.
São fatos…
Mas você é muito mais do que tudo isso.
Um grande amigo. Um pai exemplar.
Uma criatura apaixonante.
Uma das raras pessoas
que torna o mundo melhor.
(da série depoimentos em redes socias)
nOtas da redaçãO:
É hoje! É hoje! É hoje!
Sim, não mais, não menos. Três aniversários de uma vez. Como comemorar tudo isso? Disponham sobre a mesa uma caneca de estanho com Skol, uma frozen tulipa de Heineken e uma pint de Guiness. E vamos lá: Ipi ipi urra! *bebe* Ari Ari Ari! Ipi ipi urra! *bebe* Malú Malú Malú! Ipi ipi urra! *bebe* Pipo Pipo Pipo! And roll it all over again!
A primeira caneca é para o Ari, meu pai, companheiro e comparsa! Os outros dois tragos são para meus nobres amigos, Maria Luiza e Felipe Augusto, que têm sido meus braços direito e esquerdo, respectivamente. A todos saúde, felicidade e todo o blábláblá que aniversários exigem!
São geminianos, enlouquecedores, desorganizados, meio perdidos e metidos a engraçados! Mas são inteligentíssimos, carismáticos, engraçados e apaixonantes (Redundante?! É assim mesmo.) Apesar de querer esganar almost full time estão entre as melhores pessoas do mundo!
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Conversas de zuzA:
- Há quanto tempo você está tomando antidepressivos?
- Tem que por o caixão nas costas para andar na linha…
- Posso te oferecer um esqueminha?
(O.o)
notaS da redaçãO:
1) Hoje a libertaram. Trouxeram ao mundo sua formosura! Chu, feliz tudo mais e muitos anos de datas queridas! Obrigada por iluminar as vidas ao seu redor com esse sorriso bandido, destemido e arrebatador! Canecos nas mãos e muita, muita cerveja gelada! Ipi ipi urra! Ipi ipi urraaaaaaaaaa!
2) Senhoras e senhores! Respeitável público! Gostaria de anunciar que estamos de cabeçalho novo! Sim! E não é marmelada! Nem palhaçada! Agradeço à lembrança e a arte do meu grande amigo @_diu. (in my top list of favorite photographers and in the bottom of my heart)
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Aforismos sobre amizade
Apesar da distância somos capazes de dar aquele sorriso malicioso
lembrando de uma piada sarcástica e sacana que o outro faria.
Apesar das cascas duras ficamos emocionados e saudosos
ao depararmos com coisas que nos lembram um ao outro.
Apesar da chatice fulminante que nos assola cruelmente
podemos esboçar nossa doçura em lampejos sutis,
perceptíveis apenas por que somos bons amigos.
nOta da redaçãO:
Guardem os canecos! Triste, mas para ele nada a dizer além de: Parabéns! Te amo. (Desligar o telefone, sentir coração esmagaaaaaado e dormir com os olhos cheios de lágrimas!) Não tem cerveja, porque sem ele não tem graça! Não tem felicidades e blasblasblas. Não tem nada! Só distância! E neste aniversário, não dá para beber sem o aniversariante e não chorar! Quem estiver com ele levante um caneco por mim! E parabéns, irmão! Te amo!
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Conversa de zuzA:
- Ele me pediu para ligar no sábado. Quase cai de bunda! Oras, nunca foi de fazer isso.
- E aí, ligou?
- Sim. Quando cheguei de viagem. E ele teve a pachorra de perguntar que Amanda era e se era importante o que eu tinha para falar com ele.
- Que idiota!
- É… Mas… É dos idotas que elas gostam mais…
o.O

