Um dia ela olhou pela fresta do zíper… O vermelho encantador, o cheiro da fita, as letrinhas esparramadas, tudo ali, guardado naquele case de couro marrom. A Olivetti foi a primeira grande amiga.
Depois descobriu que o lápis e o papel formavam uma dupla portátil e dinâmica. Sempre dispostos a dividir momentos de criatividade e prazer. Passaram a fazer parte da turma.
Um dia chegou o computador e de quebra apresentou o blog! Os velhos amigos ficaram chocados! Mas passadas as desavenças todos decidiram trabalhar em equipe. ;)
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“ – Mas de que gosta, então, estrangeiro extraordinário? – Das nuvens… Das nuvens que passam… Lá longe… Lá longe… As maravilhosas nuvens!”– sussurrava Baudelaire nos seus pensamentos…
Devaneava em ordem aleatória, ainda sim eram combos de sentimento e pensamento, “como quem preenche uma segunda via de um documento emocional pedido no departamento criativo”. Ainda sim, ultimamente andava feliz… Como se as costuras do Patchwork de palavras e pessoas que a descreve e que a formam estivessem apenas esperando para serem curtidas intensamente.
Sabia ser uma miscelânea do que herda da família, dos amigos, dos livros, das dúvidas, dos sonhos e de todas as trilhas por onde passa… Uma estrangeira pela vida, sempre de passagem… Tão forte e inesquecível… Tão efêmera e dispensável… Assim, sem raízes e com raízes, extremamente controversa, pois precisa viver e sentir a segurança da felicidade e a liberdade das nuvens no céu.

