Queria ser mais divisível… Poder passar a mão no telefone e pedir ajuda. Admitir que estava cansado de abraçar a privada sozinho. Falar em voz alta que não dava mais. Chorar em abraços que seriam bem vindos… Admitir as dores. Sabia que viriam se ligasse, mas não acreditava nisso.
Não era orgulho, não sabe o que era… Contudo reconhecia em si essa impossibilidade de dividir “preocupações”. Sofria mais com isso sem achar uma escolha viável essas palhaçadas de externar sentimentos. Esbanjava seus melhores sorrisos e um bom humor constrangedor.
Assim evitava a fadiga de maiores questionamentos. Precisava ser uno, dar conta do recado, se virar nos trinta com sua própria existência. Não tinha que ocupar ninguém com isso. As pessoas só podem se preocupar com o que é sério… E nunca encontrou coisas sérias o suficientes para dividir…


Deixe um comentário
Feed de comentários deste artigo