Que desespero não ter ela aqui para segurar a minha mão. Tantas promessas e olhares jogados pela janela… Me enganou, usou, envenenou e deixou jogado no chão. Sofrendo de todas as cólicas dos desamados.
Tanta dor pelo simples fato de ter desistido de mim. Sem uma hesitação. Sem um gesto de carinho pelas efêmeras felicidades que fomos. Porque não importa as tristezas dos fins todas as coisas foram felicidades enquanto duraram.
Corroído em mágoas e orgulho ferido. Pela primeira vez não acendi um cigarro, nem apelei para um trago. Estou tomando tudo a seco. As vezes volta, mas a priori tudo desce goela a baixo sem entorpecentes.
Talvez a dor mais sincera da minha vida. Não sei quanto vai durar. Não sei por quanto tempo ainda acredito nesse amor dela. Que diz existir e que abdicou de mim num piscar de olhos.


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