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O tique nervoso de chacoalhar a perna sem parar a alucina. Enraivece. Fascina.

O descaso serio-nerd-existencial lhe ocupa a atenção de algo que não vê.

O barulho da semi barba, o sorriso inexistente, que não foi para ela…

O interesse casual por coisas que parece já saber a balança. Encanta. Fricciona.

Fim do dia. Ele não disse nada. Nem ela. Vão embora…

Deixam de ser um futuro para ser um tempo perdido. Sonho esquecido.

Paulo Henrique Amorim, jornalista tupiniquim renomado, persona non grata para alguns por “espinafrar” o que é necessário sem botar panos quentes, ou deixar nomes por baixo dos panos. Chega dizendo que não acha seu portal colaborativo, o Conversa Afiada, radical… Não para ele que teve uma formação americanófila (tecnologia/linguagem/missão). Que quer ser como o Arianna Huffington!

Deixa claro que comunicadores não podem ter limitações tecnológicas, que sempre buscou estar na cabeça das novas tecnologias de jornalismo e diz: “Não posso estar no lugar errado e na tecnologia errada”. Acena favoravelmente ao fim do diploma, que chama de camisa de força. E diz que os jornalistas precisam estudar outros assuntos geografia, matemática, coisas de embasamento…

O importante mesmo é o sagrado direito de ter opinião. Com o Conversa Afiada pretende ser um instrumento de vozes, um tipo de Capitão Planeta da comunicação, o que na verdade valida o grande mote da internet, a comunicação cada vez mais horizontal. É um senhor expressionista, afável, engraçado, mordaz, perspicaz, tecnocrata, simpaticíssimo e jornalista, acima de tudo. Que como todos espera um modelo comercial que sustente efetivamente a internet! O novo ovo do velho Colombo.

Por fim, queria perguntar: Onde fica sua porta para eu bater? Me leva pro seu blog. Voluntariado mesmo! =) Depois disso ainda falou à plebe o magnífico, e eterno Avant Gard, Michel Lent. Que entre Kpis, diferenciação de inovação e internet, e afins atestou o que falta toda esta trupe febril parar para entender: “O futuro vai chegar mas ele ainda não chegou”. Obrigada mestres!

(Aula 5 – Ações inovadoras em comunicação digital/ESPM)

Alguém se lembra de quando os jornalistas não existiam? As notícias nasceram no boca a boca, jeito mais velho de informar/vender, e primeiramente eram dadas por lacaios, desde este tempo era preciso saber em quais confiar. Por que hoje, seria um diploma a garantia disso?

As famosas lavadeiras (especialistas em fofocas) elevaram ao apce a troca de informações informal que movia o mundo antes dos jornais. Até que um dia a imprensa foi inventada, e como não existiam jornalistas escrevia quem gostava e tinha informação, ou opinião.

Médicos, delegados, políticos, poetas, vários profissionais de outros setores já existentes foram o cerne da imprensa! Que depois de grande e consolidada veio a diplomar se e brigar com pps, e rps, e fdps, também canudados, por quem faria o que no mercado! Divisão que na prática nunca funcionou e todo mundo sabe.

Por que, então, seria o seu diploma tão importante? Se sabemos que não só jornalistas, mas publicitários e relações públicas passam pelas mesmas coisas, tem um milhão de pessoas produzindo a mesma coisa que os profissionais sem nunca ter estudado para isso e ocupando o mercado de trabalho.

O que realmente importa é  o compromisso com sua produção, qualidade, ética… Um diploma as vezes faz a diferença, se caberá ao público julgar o que consome bom para quem é jornalista e não jornaleiro, embuste! Bring it on!

Querido amigo,

Hey. Raou iuu doing? Venho por meio desta pedir desculpas pelo desaparecimento temporário e ao mesmo tempo colocar nossa conversa em dia. As férias da vida online começaram por conta de uma visita dos meus velhinhos à Mansão Foster. Foram dias de verdadeira esbórnia familiar com direito a todos tipos de mimos para ambas as partes.

Se foram no feriado, e afogadas no buraco da saudade precisamos, eu e maluzita, por nosso barraco em ordem. Vidas jogadas em cima da mesa transformando se em planilhas. Na sequência dia dos namorados, que aliás foi cinco estrelas. Atropelado por fim de semana da parada gay!

Os ‘cubanos’ internaram se aqui na Mansão para dois dias de comida, cana, seriados, fofocas e jogatina! (Qualquer semelhança é mera coincidência) O intuito era cuidar de alguns amigos, que andam desalmando se por conta de maus amores. Ainda sim, tirei meia horinha para subir e fotografar a parada, e ainda tenho muita coisa a dizer sobre…

Some a isso um dia para descansar, e outros dois para começar a ficar com a vida on em ordem e plim! Estamos aqui. E as notícias são as mesmas continua a contínua busca de emprego, a paixão por lavar roupa, preenchendo palavras cruzadas, acompanhando Greys Anatomy, twittando contos e comprando hqs. Cada vez mais perto de zerar o Untold Legends do PSP…

Acho que a única novidade que não deu tempo de contar é que estou fazendo um curso rápido na ESPM (ações inovadoras em comunicação digital). Ah! Quase ia me esquecendo, nuvem no céu e Mr. Flame trarão novidades em breve! Bom, acho que é isso, entre mortos e feridos, todos indo…

E você? Como está? O que me conta? Vamos nos ver?

Aguardo notícias. Beijos estralados, al.

Dois irmãos caçulas que mudaram de casa em busca de sonhos. Com um diploma embaixo do braço, sorrisos na cara, frio na barriga, muita disposição e uma saudade prévia. Chegaram em cidades cujo peso histórico lhes caiu sobre os ombros. Descobriram, enfim, como era sair do ovo e ver o céu pela primeira vez. Arregalaram os olhos pasmos. Queriam estar abertos a apreender tudo que fosse possível.

Enquanto engatinhavam depararam se com momentos de dificuldade… Vários degraus desoladores. Numa conversa sobre o quanto o sol podia ofuscar os olhos, ele lhe propôs um acordo: – Toda vez que eu estiver triste, aqui, vou pensar em você e quando estiveres triste pensa em mim. Sempre alguma coisa que nos faça rir. Ponha na face aquele lindo sorriso que acompanha uma olhadinha pra cima…

Assim, nos dias em que o coração apertava doloridamente e o próximo voo parecia a melhor opção, lembravam das pessoas que esperavam seu sucesso, mais do que isso, lembravam do par de olhos brilhantes que n’outra metrópole esboçava um sorriso… No exercício de resgatar os pequenos frames que fazem a vida valer tanto e que estão guardados no passado dos guerreiros esforçados e para o futuro dos que perseveram.

Notaram que as cidades cinzas não parecem agradáveis, mas as cores de dentro dos lugares mostram se compensatórias. Aprenderam a falar, vestir se, mimetizar se. Aos poucos (ou seria aos muitos?) crescem… Já trabalham, tem amigos, bares preferidos e novos planos.

Por mim poderiam ser os pássaros! – exclamou alegando que Hitchcock já havia avisado, quase um Nostradamus. Ouviu em troca um – Imagina… Tem que ser o fundo do mar, aquelas coisas esquisitas, sabe? Porque o mundo ainda vai encher de água e nós vamos ter que nos acostumar a nadar. E com toda essa vidinha esquisita e monstruosa não dá!

Respondeu que era balela, que quando enchesse de água nós voaríamos, e por isso, também os pássaros, a iminente ameaça. Que até a baleia voa! Que todos vamos voar. Discutiram suas teorias aero-aquáticas nonsense nostradamísticas advogando ávidamente por suas causas. Suspiraram.

Contentes por não ter que pedir desculpas politica-ambientalmente corretas para ninguém, tomaram mais um trago para encarar a ladeira. Sem saber porque cargas d’água acabaram por falar no fim dos tempos os dois pagaram a conta e subiram falando de coisas mais amenas como a situação do Paquistão, as Coréias e afins…

Um com muito medo de ter que nadar e outro pensando que o ar era a solução dos afáveis…

O que dizer de você?
(Começando o depoimento por um clichê.)

Que és a mais amável das criaturas?
Ainda que escondido numa carapaça de chatice…
Que és a mais encantadora das criaturas?
Mesmo que se vista de uma antipatia tremenda…
Que és uma criatura romântica?
Embora faça tipo de malandro cafajeste…

Poderia dizer facilmente.
Até estender os versos.
São fatos…
Mas você é muito mais do que tudo isso.

Um grande amigo. Um pai exemplar.
Uma criatura apaixonante.
Uma das raras pessoas
que torna o mundo melhor.

(da série depoimentos em redes socias)

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