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A decepção é construída de silêncios espaçosos. Vãos abertos na alma que não cicatriza… Uma espera, a esperança, que se cansa e aos poucos vira lembrança. Sangue escorrido por cortes muy finos, coisa de esvair se dolorosa, contínua e lentamente.

O peso esmagador do nada. De saber se nada. De sentir se nada. Do oco que assola o corpo que contrai dolorosamente. O peso das mil bigornas invisíveis… O desespero de realizar a necessidade de viver sem o que, de fato, nunca se teve. Comparável a saudade de um sorriso sacana que nunca lhe pertenceu.

A angústia de desgostar de algo que se gosta tanto. A sofreguidão de não ter explicações plausíveis para justificar a perda… Toda a epopéia transformada em cinzas. A ausência barulhenta que é a falta dos resmungos e traduz se num vazio imensurável cuja dor é dilascerante.

Saboreando a reconstrução do seu eu  desconstruído, Clara fumava um cigarro na soleira da porta. Divagava contra si mesma argumentando psicoticamente para saber quais sonhos salvar. Depois que iniciara este processo de juntar as fatias  do bolo começou a descobrir aos poucos onde deixara suas lascas…

Subiu os degraus de quinze andares sobre um salto dez para fazer exercícios para as pernas… E espairecer. Andrea estava meio confusa nos últimos dias. Sua vida não entrava nos trilhos e isso a desesperava cada vez mais. Para melhorar, ficava doente aos poucos…

Como sair desse Rotor* em alta velocidade sem estrupiar se muito não era a dúvida que mais a assolava, ainda que devesse ser. Só conseguia pensar na decepção consigo mesma por estar com medo. Por não saber o que fazer com isso de ter medo… Pensava em como Alice solucionou a queda sem fim pelo buraco…

De olhos fechados deseja.

O seu sorriso. Mas ele não vem.

Suspira ao lembrar do seu abraço.

Que ela não tem…

Amuada vocifera resmungos,

apaixonadinhos! por seu bem…

Que a ignora e não a/tem.

 

dedicado à Luiza.

nOta da redaçãO:

Levantem as canecas de cerveja gelada e coloquem um bom rock and roll no último volume! Brindemos as bodas da Olívia! Mente alerta que alimenta o Idiossincrasias Ipi ipi ipiiiiiiiiiiiiiiiiii! Congratz! Que a força esteja com você Olí! ___________________________________________________________________________

Conversas de zuzA:

- Como você descreveria ele? Mas sem puxar saco porque ele está aqui… Como você se lembra dele?

- Bigode, cerveja e risada. Muita risada. São vinte e poucos anos de risadas com ele.

- Rá! Nunca ouvi essa! Muito boa! Rá!

(O.o)

He was thinking:

I miss her faggy cigars. I would like to throw her against the wall and kiss those smooth lips. What a fuck am i doing here? At night always half-asleep, looking for whispers of her voice just to feel that heat in my heart again…

She was thinking: 

Why he calls me yours?! What is he thinking?! I told him to do not fall in love. When i started laughing with no reason? Am i missing the heat of have his body next to mine while sleepping?! That ridiculously lovable guy…

Sempre tira tudo do lugar… Sem nem esboçar emoções. Pode ser quando passa pelo portão, ou quando fala baixinho pelo telefone, até mesmo com uma saudação por messenger.

Parece um sopro frio de vento que  joga o coração para ponta do pé, não deixa o pulmão encher mais de ar, entorta a boca ao encontro das orelhas, desordena e acelera os gestos.

Se está apresenta olhares questionadores, ácidos comentários e raros, além de sorrateiros, movimentos delatores.

É um buraco negro invisível… E quando vislumbrado no viés do horizonte tem formato de coração. 

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